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Consórcio bate recorde de participantes em 2026: vale a pena entrar agora?

Por Renan Limas, fundador e corretor responsável · 03 de agosto de 20266 min de leitura

Sim, o consórcio vive um dos seus melhores momentos. Entre janeiro e abril de 2026, o sistema de consórcios brasileiro movimentou R$ 179,41 bilhões em créditos comercializados — uma alta de 27,1% sobre o mesmo período de 2025, segundo a ABAC (Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios). No mesmo intervalo foram 1,87 milhão de novas adesões (crescimento de 16,1%), e o número de participantes ativos chegou a 12,94 milhões em abril, um recorde histórico do sistema.

Mas "o mercado está em alta" não é, sozinho, um motivo para entrar. O que esse recorde mostra é que mais brasileiros estão escolhendo uma forma de compra planejada e sem juros para conquistar um carro, um imóvel, uma moto ou serviços. Se o consórcio faz sentido para você depende do seu momento — não da manchete. Abaixo, o que os números dizem e o que checar antes de aderir.

Os números do consórcio em 2026

  • Créditos comercializados (janeiro a abril de 2026): R$ 179,41 bilhões — alta de 27,1% sobre o mesmo período de 2025;
  • Novas adesões no período: 1,87 milhão — crescimento de 16,1%;
  • Participantes ativos: 12,94 milhões em abril de 2026 — recorde histórico, alta de 11,6% em um ano;
  • Dados da ABAC (assessoria econômica da associação), referentes ao primeiro quadrimestre de 2026.

Por que o consórcio cresce num momento de juros altos

Não dá para cravar uma causa única a partir desses dados — eles mostram o resultado, não o motivo. Mas há uma leitura razoável: com a taxa básica de juros ainda elevada, o financiamento fica caro, e o consórcio aparece como alternativa para quem quer fugir dos juros e pode planejar a compra. No consórcio você não paga juros; paga uma taxa de administração, que é o custo do serviço de gerir o grupo. Vale saber, porém, que a carta de crédito é atualizada periodicamente por um índice de correção (como INCC ou IPCA, conforme o bem) — "sem juros" não é "sem correção". Ainda assim, para quem não tem pressa, o custo total costuma ser menor que o dos juros de um financiamento; a comparação certa depende do caso (prazo, correção e lances).

O que isso significa para quem pensa em entrar

Um sistema maior e com mais participantes tende a significar grupos mais robustos e mais assembleias de contemplação. Mas o recorde nacional não muda o essencial da sua decisão, que continua sendo pessoal:

  • Consórcio é para quem planeja e não precisa do bem imediatamente — a contemplação vem por sorteio ou por lance, e pode levar tempo;
  • Se você precisa do bem agora, o financiamento entrega na hora (com o custo dos juros);
  • Uma reserva para dar um lance aumenta bastante a chance de contemplar mais cedo;
  • Escolher uma administradora sólida e autorizada pelo Banco Central é parte da decisão.

Consórcio ainda é sem juros mesmo com o mercado aquecido?

Sim. A ausência de juros é uma característica do produto, não do momento de mercado — o que você paga é a taxa de administração, definida em contrato (além da correção da carta de crédito). O aquecimento do setor não muda isso. O que pode variar de um grupo para outro são a taxa de administração, o fundo de reserva e as regras de lance, e é exatamente isso que vale comparar antes de assinar.

Vale mais a pena entrar agora por causa do recorde?

O melhor momento para entrar num consórcio é quando ele se encaixa no seu planejamento — não porque o mercado bateu recorde. Os números de 2026 mostram um sistema saudável e em expansão, o que é um bom sinal, mas a decisão certa depende do seu objetivo, do seu orçamento e da sua pressa (ou da falta dela).

Este conteúdo é informativo; taxas, prazos e regras de contemplação variam por administradora e por grupo — confira sempre as condições no contrato. Quer entender se o consórcio faz sentido para o seu objetivo e comparar cartas de crédito e taxas? A RHC ajuda você a escolher o grupo certo, sem compromisso.

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RL
Renan Limas
Fundador e corretor responsável da RHC Corretora de Seguros, desde 2021. Atendimento consultivo com recomendação técnica. Conheça a RHC →
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