Uma leitura organizada dos dados oficiais da SUSEP: a arrecadação total recuou levemente, mas os seguros de proteção — com destaque para vida e auto — cresceram acima da inflação. Dados de janeiro a julho de 2026.
Variações em relação a janeiro–julho de 2025. Onde o valor em R$ ou a variação não foi confirmado por duas fontes, marcamos “—”.
| Recorte | Receita (R$) | Var. nominal | Var. real |
|---|---|---|---|
| Total do setor (SUSEP) | R$ 244,96 bi | −1% | — |
| Danos e pessoas (ex-VGBL) | R$ 134,49 bi | +6,06% | +1,62% |
| Seguro auto | R$ 36,68 bi | +6,17% | +1,71% |
| Seguro de vida | — | +9,49% | +4,92% |
| Produtos de acumulação (VGBL, PGBL, tradicionais) | R$ 92,10 bi | −8,64% | −12,43% |
Fonte: SUSEP (Boletim Susep, edição julho/2026). O total inclui VGBL e previdência, que puxaram o índice para baixo.
O número cheio engana: a arrecadação total recuou 1% nominal até julho porque os produtos de acumulação — VGBL e previdência, muito ligados a decisões de investimento — caíram 8,64% no período. Mas o que interessa a quem quer proteção conta outra história: o núcleo de danos e pessoas (sem VGBL) cresceu 6,06%, com vida (+9,49%) e auto (+6,17%) acima da inflação.
Para o consumidor e a empresa, a leitura é direta: o brasileiro está protegendo mais a vida e o patrimônio. E a CNseg projeta um ano forte — cerca de R$ 808 bilhões e alta de 5,7% em 2026. Se você ainda não revisou as suas coberturas este ano, é um bom momento para fazer uma cotação e comparar.
De janeiro a julho de 2026, o setor supervisionado pela SUSEP registrou R$ 244,96 bilhões em receitas, queda nominal de 1% ante o mesmo período de 2025, puxada pelos produtos de acumulação (VGBL e previdência).
Até julho, o seguro de vida cresceu 9,49% nominal (4,92% real) e o seguro auto arrecadou R$ 36,68 bilhões, alta de 6,17% nominal (1,71% real). O conjunto de danos e pessoas, excluindo VGBL, cresceu 6,06% nominal.
Depende do recorte. A arrecadação total caiu 1% nominal até julho, puxada para baixo pelos produtos de acumulação (−8,64%). Mas os seguros de proteção (danos e pessoas, sem VGBL) cresceram 6,06% nominal (1,62% real) — é neste núcleo que o setor avançou de fato.
A CNseg projeta crescimento de 5,7% e arrecadação de cerca de R$ 808 bilhões no ano de 2026, considerando todo o setor.