Uma leitura organizada dos dados oficiais da SUSEP: a arrecadação total ficou quase estável, mas os seguros de proteção — com destaque para vida e auto — cresceram acima da inflação. Dados do 1º semestre de 2026.
Variação nominal em relação ao 1º semestre de 2025. Onde a nota da SUSEP não destacou o valor em R$ do ramo, marcamos “—”.
| Recorte | Receita (R$) | Var. nominal | Var. real |
|---|---|---|---|
| Total do setor (SUSEP) | R$ 207,12 bi | +0,52% | — |
| Danos e pessoas (ex-VGBL) | R$ 113,86 bi | +6,51% | — |
| Seguro auto | R$ 30,73 bi | +6,29% | +1,86% |
| Seguro de vida | — | +10,29% | +5,70% |
Fonte: SUSEP (nota do 1º semestre de 2026). O total inclui VGBL e previdência, que puxaram o índice para baixo.
O número cheio engana: a arrecadação total quase não subiu (+0,52% nominal, queda em termos reais) porque VGBL e previdência, muito ligados a decisões de investimento, recuaram no período. Mas o que interessa a quem quer proteção conta outra história: o núcleo de danos e pessoas (sem VGBL) cresceu 6,51%, com vida (+10,29%) e auto (+6,29%) à frente.
Para o consumidor e a empresa, a leitura é direta: o brasileiro está protegendo mais a vida e o patrimônio. E a CNseg projeta um ano forte — cerca de R$ 808 bilhões e alta de 5,7% em 2026. Se você ainda não revisou as suas coberturas este ano, é um bom momento para fazer uma cotação e comparar.
No primeiro semestre de 2026, o setor supervisionado pela SUSEP registrou R$ 207,12 bilhões em receitas, alta nominal de 0,52% ante o mesmo período de 2025. Como ficou abaixo da inflação, houve leve queda em termos reais.
O seguro de vida liderou, com alta nominal de 10,29% (5,70% real), seguido do seguro auto, com 6,29% nominal (1,86% real). O conjunto de danos e pessoas, excluindo VGBL, cresceu 6,51% nominal.
Depende do recorte. A arrecadação total ficou praticamente estável (+0,52% nominal), puxada para baixo por VGBL e previdência. Mas os seguros de proteção (danos e pessoas, sem VGBL) cresceram 6,51% — é neste núcleo que o setor avançou de fato.
A CNseg projeta crescimento de 5,7% e arrecadação de cerca de R$ 808 bilhões no ano de 2026, considerando todo o setor.